Abril 9, 2007...2:18 am

blá, blá, blá

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Te fazer um verso

É tudo que posso fazer por ti

Manter o coração imerso

Do ré mi fá sol lá si

 

E daí você vem me falar dos outros. Ora, os outros, eu quero é mais que eles vão pro espaço. Pensa, não seria nada mal, a gente ficava com este planetinha azul todinho pra gente, em março vamos morar no Chile, em outubro passear em Bruxelas, dia treze abrir cadeiras de praia e montar barracas abaixo das janelas. Certo, chega de babaquice. É que comigo é tudo assim feito de rompante e mal-acabado. Eu só sei querer de sopetão, e arregalar os olhos pra tudo. E foi no repente (mas há tanto tempo) que eu construí essa minha paliçada que ficou torta e que era pra me proteger de tudo, mas é que eu sou tão desastrada, dia sim dia não eu tropeço e me espeto no negócio. Daí que eu vi, aquilo lá me machuca mais do que qualquer coisa outra poderia e por isso que, agora, todo dia terminado em 3 eu me dirijo à cerquinha, arranco uma tora e uso pra acender a lareira e derreter um marshmellow num palito ou, se estiver calor, tomar do canivete e sentar na varanda pra me esculpir uma girafinha de brinquedo.

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