Te fazer um verso
É tudo que posso fazer por ti
Manter o coração imerso
Do ré mi fá sol lá si
E daí você vem me falar dos outros. Ora, os outros, eu quero é mais que eles vão pro espaço. Pensa, não seria nada mal, a gente ficava com este planetinha azul todinho pra gente, em março vamos morar no Chile, em outubro passear em Bruxelas, dia treze abrir cadeiras de praia e montar barracas abaixo das janelas. Certo, chega de babaquice. É que comigo é tudo assim feito de rompante e mal-acabado. Eu só sei querer de sopetão, e arregalar os olhos pra tudo. E foi no repente (mas há tanto tempo) que eu construí essa minha paliçada que ficou torta e que era pra me proteger de tudo, mas é que eu sou tão desastrada, dia sim dia não eu tropeço e me espeto no negócio. Daí que eu vi, aquilo lá me machuca mais do que qualquer coisa outra poderia e por isso que, agora, todo dia terminado em 3 eu me dirijo à cerquinha, arranco uma tora e uso pra acender a lareira e derreter um marshmellow num palito ou, se estiver calor, tomar do canivete e sentar na varanda pra me esculpir uma girafinha de brinquedo.

16 Comentários
Abril 9, 2007 às 2:26 am
e ao Sudão, não vai por que? Medo de cortarem algo? =P
Abril 9, 2007 às 2:42 pm
Que bom, você está com o cartão de milhagem lotado!
Sds,
Bruno
Abril 9, 2007 às 11:01 pm
Czá, mocinha, fiquei tua fã! Teus escritos têm muita personalidade. Adoro isso.
Sábado tem Desconcertos na Praça Roosevelt. A partir das 16 horas, nos Satyros 2 (onde bebemos cerveja aquele dia). Leituras de 5 autores convidados, apareça.
Beijinhos!
Abril 9, 2007 às 11:53 pm
Oh…. so lovely!
Abril 10, 2007 às 12:32 pm
ah, sem palavras!
tocante, lindo, intenso…. e tanta coisa mais!!
bjos
Abril 10, 2007 às 9:00 pm
E bem que gostaria de ter o mesmo talento com as palavras que algumas pessoas das quais eu costumo ler os blogs.
Seu poema(¿) e seu texto são de uma simplicidade e genialidade tremendas…
Eu realmente não sei o que falar deles….
Mas posso garantir que com uma pequena parte desse talento eu já estaria feliz… muito feliz…
Beijos
Bons Sonhos!!
Abril 11, 2007 às 2:11 pm
Kíza, sempre escrevendo bem….
Bjos, menina…
Abril 12, 2007 às 10:54 am
Linda.
Porque tudo o que você escreve ganha imagem,
Uma historinha que acontece diante dos olhos.
E de repente faz tanto, tanto sentido.
**Estrelas**
Abril 12, 2007 às 3:09 pm
ai, bonito “demai”
mas deu uma dor pro-
funda
que me faz querer já
finda
ou um dia ainda
beiJardins sempre fãs
Abril 12, 2007 às 4:22 pm
Adoro escritos assim: simples e complexos!
Parabéns por tudo, por cada palavra.
Gostei daqui…
saudações,
Isabel
Abril 12, 2007 às 6:42 pm
Ai, eu me senti um pouco aqui. Esse texto me deu saudade. Só não sei de quê ainda.
Quero te ver.
Beijo.
Abril 14, 2007 às 2:26 pm
O importante é reinventar o que se tem… ainda que estejamos limitados ao nosso pequeno espaço.
Abril 20, 2007 às 3:09 am
Às vezes as proteções que nos construímos nos machucam mesmo… E a gente tem que dar um jeito…
Beber ajuda um pouco… Então, quando vai ser???
Beijo.
Abril 20, 2007 às 4:48 pm
A grande sabedoria do improviso. E existe outra maior? eu jazzista que amo bird, coltrane e os líricos chet e stan sei bem que a sabedoria está no improviso. Mas tem um outro lado de poeta de poucas palavras admirador do concretismo de augusto de campos, da arquitetura do joão cabral e da engenharia do álvaro de campos que insiste em dizer que também é legal burilar, escrever e apagar e depois reescrever. Entre estes meus dois eus, me equilibro. Adorei passar por aqui. Voltarei.
czá ou kiza? não importa mais. Já descobri você.
meu blog é cabideladigital.blogspot.com
se me honrar com uma visita continuarei seu fã. Se não, continuarei tb!
abs
daniel
Abril 25, 2007 às 9:06 pm
Gostei do teu estilo czarina. Tem muita personalidade e fluidez nas tuas palavras. Meus parabéns.
Julho 4, 2007 às 12:20 am
Olá, senhorita!
Como foi o lançamento do livro no final de semana?
Abraço.