coisas que machucam,
outra menina a tiracolo
sorrir, ser simpática
ir ao banheiro e não poder vomitar
- a náusea agora me segue de perto
e me alcança sempre que me canso.
me encontraram chorando sob a bancada da copa.
meu pulso era fino, quebrou
agora eu uso relógios grandes
os pés do doutor estavam metidos em dois sacos franzidos
eu olhava para o chão.
sorriso de lado, deboche.
fiquei piscando, não achei o que dizer.
eu consigo não dizer nada se não penso em nada pra dizer.
minha mãe uma vez me disse,
se você ignorar eles param.
não era verdade.

7 Comentários
Novembro 24, 2007 às 7:45 pm
Sempre é difícil “operar o espírito”. (;
Interessante…
Beijos, lindeza.
Novembro 26, 2007 às 12:07 pm
Ainda que sozinha, segure sempre na mão de quem você gosta ao andar.
Novembro 26, 2007 às 1:54 pm
Ah, é que todomundo já aprendeu esse truque do ignorar.
Beijo.
Dezembro 1, 2007 às 1:47 am
Também não gosto de piscar.
Dezembro 4, 2007 às 3:05 am
Puxa, gostei muito. Li seus Break-Up Poems na Não Funciona e vim aqui te visitar. Você tem sacadas muito boas, bem diretas e fortes. Parabéns. Gostei do “Se não puder fazer por nós, faça pornô” e também da ótima frase “eu consigo não dizer nada se não penso em nada pra dizer.” Muito boa mesmo!
O funk da bulimia então, deveria virar hino nas boates moderninhas.
Escrevo contos e algumas (poucas) poesias, se interessar, uma visita seria agradável: http://www.catarsecontrolada.blogspot.com
abs e parabéns!
Leonardo Villa-Forte
Dezembro 5, 2007 às 6:08 pm
Belíssimas imagens, roteiros em rotas descompassadas, um baque ao final de tudo, claro.Sair às escuras nos dá ares mais amplos.
Beijo, moça.
Dezembro 7, 2007 às 8:10 pm
às vezes, se ignorar, as coisas até aumentam. há de se ter muito cuidado.