Eu gosto quando de repente a música é boa o suficiente pra calar a boca da minha mente. Eu gosto quando o shuffle me traz de presente esse pára-tudo-e-escuta, esse autismozinho, essa ilha de paz. Eu gosto quando o surto finalmente pára por três minutos e 21 segundos. Quando o parafuso pára de espanar porque esqueceu porque estava girando. Eu gosto quando o consciente cantarola com o subconsciente de backing vocale os montros do porão entornam o ponche do bailinho. O policial parando o transito para a banda atravessar. Eu gosto quando o ego vai afinado e o super ego não resiste e mexe o pezinho sem nem ficar puto que o id tá dançando estranho e estragando o refrão.
Abril 15, 2008...8:02 pm
walkman
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11 Comentários
Abril 15, 2008 às 9:15 pm
Eu gosto quando estou exatamente em um momento desses e não o shuffle, mas o feed da czarina me traz um presente na forma de um post genial. Genial, como quase sempre, por simples.
obrigado!
Abril 16, 2008 às 2:32 am
pode pôr na lista dos favoritos da tua editora.
‘quando o parafuso pára de espanar porque esqueceu porque estava girando (…) os montros do porão entornam o ponche do bailinho. o policial parando o transito para a banda atravessar.’
ô, lindeza.
Abril 16, 2008 às 12:34 pm
Adoro essa seqüência de idéias…
Abril 16, 2008 às 2:08 pm
Nathalie, te descobri ontem pelo blog do Leandro Jardim – que conheci pessoalmente ontem também – e já virei um addict. Essa da santíssima trindade psíquica foi fantástica. Nada como quando a gente sente a psiquê tripartite convergindo prum único canto bom. Pena que eu continue vagueando mesmo com o emepetrês no ouvido…
Queria que isto fosse também um audioblog. Aí eu ouviria no fone e não dispersaria. Beijo.
Abril 16, 2008 às 8:19 pm
nada como um instante em que o id, o ego e o superego não brigam entre si.
Abril 17, 2008 às 6:35 pm
Gosto da sua fala que atira a gente para esse seu mesmo lugar. Obrigada!
Abril 18, 2008 às 2:03 am
ilha da paz… viva os shuffles e q todos os ids estraguem os refroes.
Abril 18, 2008 às 1:14 pm
:*
Tão bom experimentar essas coisas. Tudo que eu disser será pouco.
Beijo.
Abril 21, 2008 às 7:26 pm
“Eu gosto quando o consciente cantarola com o subconsciente de backing vocale os montros do porão entornam o ponche do bailinho.”
Eu só vou dizer o já esperado: A-M-E-I esse texto e o post inteiro!!! (((:
Beijos.
Abril 21, 2008 às 8:10 pm
Faaaaala, Czá! Interessante o texto, hehehe.
Aprovitando a deixa, depois de uns bons meses, voltei à ativa com o Quimera Ufana…
Apareça lá pra tomar uma cervejinha, ok?
Beijão!
Abril 23, 2008 às 4:52 pm
Eu também gosto assim.
=]