Eu me canso. E fico brava. E fico frágil. E fico carente. E acho que quero bater em alguém. Como é possível conservar a ternura? Eu devo estar quebrada. Tem jeito não. Não precisava virar esse circo. Eu não precisava ser o palhaço. Se vão rir de mim, pelo menos paguem ingresso. Não é pedir demais. Ser deixada em paz. Se eu estou tão miseravelmente sozinha. Ênfase no miseravelmente. Me rejeite sem requintes de crueldade. Saiba medir a maldade para ser apenas a suficiente.E me faça o favor de distinguir a minha loucura da sua. Eu posso ser uma bagunça mas eu sei onde deixo minhas coisas. Cazzo. Tem dias que pesam debaixo dos olhos. Tem horas que eu queria ter uma Gatling com meu nome gravado em letras de convite de casamento. Quem me dera ter estofo por dentro (redundante, iés). Quem me dera saber brincar de cama-de-gato. Tão tão estabanada. Eu preciso parar de tentar brincar.Eu só acabo me machucando sozinha.
Setembro 16, 2008...12:06 am
de tê-pê-emo
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14 Comentários
Setembro 16, 2008 às 3:57 pm
eu sempre tenho choco-fusca e colo pra ti. ajuda a enganar a nossa solidão.
um chêro, minha frô.
Setembro 16, 2008 às 5:18 pm
um abraço. grande. esmagador.
porque eu não sei mais nada.
preciso de você.
Setembro 16, 2008 às 6:48 pm
eu conheço um remédio pra isso aí.
breja e amigas, tem como dar errado?
pode nao curar, mas alivia.
ah! e nao se cobre tanto. vc já é necessária.
Setembro 16, 2008 às 9:44 pm
Tira a calça e pisa em cima!
E vê se não some!
Setembro 18, 2008 às 12:27 pm
=)
você me fez ganhar o dia.
um beijo.
Setembro 18, 2008 às 2:52 pm
Oi. Eu gosto muito de te ler mesmo sem ter a mínima idéia de quem tu és. O teu blog é de verdade. Parabéns!
Setembro 18, 2008 às 7:52 pm
Olha só, moça.
Você demora a deixar seu cheiro e eu quase nunca (mas para nunca quase) consigo escrever nos blogs que mais leio. É tanta correria, viagem e falta de tempo, que às vezes não consigo comentar. Mas, estou lendo e saboreando suas letras. Mas, se você não me desculpar eu não lhe perdôo.
Só deixo um beijo. Não, dois. Um em cada bochecha
Bruno
Setembro 23, 2008 às 5:37 pm
ei.
eu sei.
sei esse sol
zinho
incmodando toada febre que é vã.
ser
humano
é ser
sem fundo.
eu amo tanto.
e sinto falta.
Não quer vir?
**Estrelas…**
Setembro 25, 2008 às 8:22 pm
As vezes tudo que precisamos é de um desabafo sincero, um grito escancarado e um riso desvairado!
Setembro 26, 2008 às 5:21 pm
de-sefu! é complexo demais pra química explicar. seria ontológico? ou sócio-histórico. contextual?
mas passa! mas volta! mas passa! mas volta!
abzz
Setembro 27, 2008 às 12:46 pm
E o título só entendi quando cheguei ao fim desse excerto tão doídamente e genial; e o compôs com perfeição!
bitocas de sôdade
Jardim
Setembro 28, 2008 às 12:33 am
Às vezes me sinot assim também: absinto-me tonta.
Estou gostando da sua casa, viu?
Beijos,
Lari
Outubro 8, 2008 às 7:03 pm
Foda, Nat.
Garantia de qualidade você, além das coisas que.
Novembro 7, 2008 às 5:58 pm
Por que redundante? Estofo não é por fora? Ah, estofo é o recheio? Que eca. Mais uma daquelas palavras que pra mim sempre significaram e significarão o contrário. Tô falando sério. Só soube disso agora.