Setembro 16, 2008...12:06 am

de tê-pê-emo

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Eu me canso. E fico brava. E fico frágil. E fico carente. E acho que quero bater em alguém. Como é possível conservar a ternura? Eu devo estar quebrada. Tem jeito não. Não precisava virar esse circo. Eu não precisava ser o palhaço. Se vão rir de mim, pelo menos paguem ingresso. Não é pedir demais. Ser deixada em paz. Se eu estou tão miseravelmente sozinha. Ênfase no miseravelmente. Me rejeite sem requintes de crueldade. Saiba medir a maldade para ser apenas a suficiente.E me faça o favor de distinguir a minha loucura da sua. Eu posso ser uma bagunça mas eu sei onde deixo minhas coisas. Cazzo.  Tem dias que pesam debaixo dos olhos. Tem horas que eu queria ter uma Gatling com meu nome gravado em letras de convite de casamento. Quem me dera ter estofo por dentro (redundante, iés). Quem me dera saber brincar de cama-de-gato. Tão tão estabanada. Eu preciso parar de tentar brincar.Eu só acabo me machucando sozinha.

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