Profiles 2

olha só o que vocês me fazem fazer…

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Eu sei que você está me espionando.

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Eu gosto muito do Pequeno Príncipe. Tem uma parte que a raposa explica para ele uma das coisas mais importantes do universo:
“Se queres um amigo, cativa-o”.
Bom, os meus amigos, eles sabem que podem contar comigo para ir até o inferno, se precisarem de ajuda. Embora prefira encontrar a todos em outro lugar.

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Mau.
Como o pica pau.

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Aqui deveria ter alguma coisa que fizesse alguma diferença.
E, no entanto, não tem.

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Dizem que eu falo palavrão pra caraio… Eu discordo porra!

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(trechos)
1. não quero fazer 6 reais virarem 6 mil
2. não quero saber da tua banda
3. não quero saber da tua comunidade
4. não gosto de você
5. http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=7276875
6. (6)

estou evitando temporariamente qualquer tipo de comunicação, visando não me foder.
volte em agosto de 2018.

grato.

* COMPRO PETRÓLEO, PAU-BRASIL E MARFIM *

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Ricocheteei em casa… E pé na estrada de novo!!

“La dolce vita” em terras prateadas 😉

profiles

Bom, na falta de coisa melhor pra fazer resolvi procurar about mes interessantes no orkut. Foi difícil, mas aqui tem alguns:

gêmeos,
com lua em gêmeos
e ascendente em gêmeos.

ou, se preferir, um tipo de esquizofrenia.

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Valeu a colaboração em massa, mas, pelo visto, minha peruca foi pras cucuias.

Quem quiser seu dinheiro de volta, vá lá e chute aquele traseiro magro e peludo.

Anhanhá agradece.

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Comi jaboticaba ontem.

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(trechos)

Usando somente uma mangueira e um grande copo d’água, eu defendi sozinho uma pequena cidade na bacia amazônica de uma horda de formigas assassinas. Eu toco bluegrass no violoncelo, eu fui sondado pela NASA, eu sou o tema de vários documentários. Quando estou entediado, eu construo grandes pontes suspensas no meu quintal. Eu aprecio voar de asa delta num cenário urbano. Às quartas-feiras, depois do trabalho, eu arrumo eletrodomésticos e eletrônicos de graça.
Crianças confiam em mim.
Eu crio ostras premiadas. Eu venci touradas na Espanha, competições de mergulho livre no Sri Lanka e fui o primeiro a escalar o Everest de costas. Eu interpretei Hamlet, eu descobri uma nova espécie de dinossauro e eu falei com Elvis.

Mas eu ainda não fiz pós-graduação.

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Garota elétrica com brinquedos quebrados.

Roleta Russa

Não enrole, babushka
pensei que fosse destemida.
mas que incerteza brusca…
não se faça de arrependida

[tome outra vodka.
vai te manter aquecida]

era melhor pedir esmola.
era melhor ser corrompida.
mas puxando a pistola,
apostaste a tua vida.

[uma chance em seis.os perdedores levam ouro. o vencedor leva o chumbo.]

Contos da Carrocinha -Anaximandro, o Falastrão. Parte 1: Essa é a irreal.

Há muito tempo atrás, num reino muito distante e outras descrições de praxe, existiam dois irmãos. O mais velho, Anaximandro, era moreno, e não era de todo feio. Entretanto, era mau, ruim, perverso e satânico, se me perdoam a redundância.
Porém, ainda que mau, miolo não lhe faltava e assim ele escapava das mais adversas situações em que se metia, de modo que ganhou desde cedo a alcunha de Anaximandro, O Falastrão, por conta dos inflamados discursos que tecia para defender sua auto-proclamada inocência.

O caçula era o exato oposto do irmão. Todo loiro e de tez muito clara, Matatias tinha em coração o que lhe faltava na cabeça bem esculpida (todos sabemos que os caçulas são sempre loiros, belos e bondosos).
Um dia, já muitos anos após a morte do pai, Otacília, a mãe de ambos, adoeceu. Como irmão mais velho e homem da casa, era responsabilidade de Anaximandro sustentar a família até que tempos mais dadivosos chegassem. Sabendo disso, ele matou as únicas três galinhas que tinham, pegou a manteiga, o salaminho e as exatas 37 ervilhas, que era tudo o que havia na dispensa. Reuniu, ainda, todas as côdeas de pão que pôde enfiar em seu farnel e, deixando um bilhete na mesa da cozinha, saiu em busca de seu destino, abandonando a mãe doente e o menino sem comida e à própria sorte.

No caminho para fora da aldeia, assaltou a casa da velha Ismênia, que dormia, levando consigo alguns bens para vender (dois relógios cuco, uma cabra doente, e três vasos de cerâmica), uma enxada para amarrar sua trouxa e, todas as calcinhas da anciã para sacanear, mesmo. À noite, embebeu-as em gasolina para acender uma fogueira. “Nenhum mal é desnecessário”, cantarolou Anaximandro enquanto, para acompanhar o pão, assava dois coelhinhos da floresta. Não se deu ao trabalho de matá-los antes de os pendurar sobre o fogo.

Dias depois, já bem longe dali, Anaximandro encontrou-se sem dinheiro e sem provisões. Postou-se então à beira da estrada esperando por uma vítima. O primeiro homem a atravessar seu caminho foi um velho muito barbudo e encarquilhado, apesar dos olhos grandes e vivos. Chamava-se Gilbran e era um mago conhecido por sua astúcia e pela magia poderosa de seu cajado.
O velho, vendo-o, disse a ele:

-Dou-lhe uma moeda se adivinhardes meu pensamento.
-Está pensando em me enganar.
Gilbran jogou-lhe uma moeda
-Tente novamente.
-Está pensando em me atacar com este cajado.
O velho, safado mas honrado, deu o braço a torcer e atirou a segunda peça de ouro.
-Ainda tenho mais uma moeda, meu jovem. Que penso eu desta feita?
– Pensas que desta vez há de me enganar com certeza.

Gilbran arremessou a moeda derradeira, e fez uma mesura, como se pedisse desculpas por sua canalhisse, mas já puxando pelas costas o cajado, que teria certamente usado para transformar Anaximandro em sabe deus o quê, se este não já estivesse planejando tomar o cajado do velho muito antes. Bem mais jovem e ágil que Gilbran, tomou-lhe o artefato das mãos senis, e num giro rápito bateu-o na cabeça do ancião.

O efeito foi imediato, mas muito diverso do esperado. O mago transformou-se num pequeno objeto, metálico, vermelho e cilíndrico. Lia-se na lateral em letras muito caprichadas e brancas: “Coca-cola”.
Pouco familiarizado com o objeto, Anaximandro demorou um pouco até conseguir abri-lo, e mais ainda até tomar coragem para bebê-lo. Quando finalmente o fez, só pôde descrever o velho Gilbran como uma boa vibração líquida. Very refreshing, indeed.
Fortalecido, resolveu testar o cajado. Após transformar uma árvore em um pote de requeijão, uma pedra em um DVD de Jornada nas Estrelas e um figurante incauto em uma das calcinhas queimadas da Dona Ismênia, ele chegou à conclusão de que não tinha o menor controle sobre o objeto.

Ainda assim, levou-o consigo, pendurando nele sua trouxa, em lugar da velha enxada. Sabia que lhe seria útil em caso de emergência. Nunca se sabe quando precisaremos transformar um soldado em geléia de morango. Mesmo não tendo certeza de que ele viraria geléia e não um leão faminto. Mas qualquer coisa é melhor do que um soldado da guarda imperial.

De qualquer modo, torcia para encontrar mais magos no futuro. A bebida o deixara fascinado e o pusera em mais uma busca, outra senão a de fama e poder. A sensação que ele buscaria para sempre. Sempre Coca-cola.

A 6 mãos

* POST COMEMORATIVO: Ganhei de presente um texto escrito por Number 1, Eme e Voador. Que fique registrado neste, que é o centésimo post do Blog*

O Planeta chamava-se Queorb e seus habitantes pareciam-se com narizes árabes e costumavam comer toucinho e carambolas.O problema era que eram dominados por uma gigante caneta que escrevia as leis, os tratados, as reportagens. Certo dia, enquanto se coçavam por inteiro, começaram os vazamentos de tinta das canetas. Os habitantes, então, enlouquecidos, subiram a Grande Montanha para falar com o ermitão MataBorrão, Um grande mestre iluminado, faixa preta em judô, kendô, sumô, e perguntaram: “Mataborrão! Como diabos tiramos essa tinta roxa das nossas roupas?”
O sábio MataBorrão, sem hesitar,pegou um dos habitantes e o engoliu.Enquanto ele lambia os dedos, os sobreviventes pensavam: “Enlouqueceu. Tanto tempo nas montanhas, perdeu o juízo.” MataBorrão continuava com o olhar severo e mal abriu a boca para falar: “Fodam-se Todos”. Oh, não, e agora, narizes? Foi aí que chegou o Arrume Tudo e disse:
– Hããhãh
Dessa forma ele foi capaz de fazer com que o MataBorrão risse tanto e tanto até regurgitar o nariz que ele tinha comido. Foi realmente um momento muito bonito. Todos riram e se abraçaram, inclusive o MB (como era conhecido)e o nariz engolido. Fizeram uma fogueira, assaram mitocôndrias e esqueceram-se por um momento do vazamento de tinta. Mas só por um momento, pois os narizes sentiram que tinha algo pintando por aí.