Poema a nove mãos

mas como eu gosto de dedicar as coisas:
poema a nove irmãos.

A chuva cessou
No peito alegre da menina
Triste
Mas as poças ficaram
Nas moças coisas ficam
Espelhando o novo céu que se abre
Espalhadas pelo chão, nesgas e nuvens
Que refletem mais que meu rosto
Desgosto, dizem, infiéis tormentas
Lamentos pelo caos que a tempestade
Deixou
Tantas rachaduras no asfalto
Tantas poças inspiradas pela chuva
Que o mundo escorrem
E escorrem…
Por dedos descuidados
Por vidas que se correm
Nos tempos que nos morrem
Pra chovermos noutras bandas
Umidade do mundo, por onde andas?

***
escrito durante o 1º encontro de blogueiros na boa compania de Marla, Jardim, Lasak, Tahkren, Fejones, Octávio, Keila, Ellemos e Sandra.


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