blá, blá, blá

Te fazer um verso

É tudo que posso fazer por ti

Manter o coração imerso

Do ré mi fá sol lá si

 

E daí você vem me falar dos outros. Ora, os outros, eu quero é mais que eles vão pro espaço. Pensa, não seria nada mal, a gente ficava com este planetinha azul todinho pra gente, em março vamos morar no Chile, em outubro passear em Bruxelas, dia treze abrir cadeiras de praia e montar barracas abaixo das janelas. Certo, chega de babaquice. É que comigo é tudo assim feito de rompante e mal-acabado. Eu só sei querer de sopetão, e arregalar os olhos pra tudo. E foi no repente (mas há tanto tempo) que eu construí essa minha paliçada que ficou torta e que era pra me proteger de tudo, mas é que eu sou tão desastrada, dia sim dia não eu tropeço e me espeto no negócio. Daí que eu vi, aquilo lá me machuca mais do que qualquer coisa outra poderia e por isso que, agora, todo dia terminado em 3 eu me dirijo à cerquinha, arranco uma tora e uso pra acender a lareira e derreter um marshmellow num palito ou, se estiver calor, tomar do canivete e sentar na varanda pra me esculpir uma girafinha de brinquedo.

Anúncios

16 comentários sobre “blá, blá, blá

  1. Czá, mocinha, fiquei tua fã! Teus escritos têm muita personalidade. Adoro isso.

    Sábado tem Desconcertos na Praça Roosevelt. A partir das 16 horas, nos Satyros 2 (onde bebemos cerveja aquele dia). Leituras de 5 autores convidados, apareça.

    Beijinhos!

  2. E bem que gostaria de ter o mesmo talento com as palavras que algumas pessoas das quais eu costumo ler os blogs.

    Seu poema(¿) e seu texto são de uma simplicidade e genialidade tremendas…

    Eu realmente não sei o que falar deles….

    Mas posso garantir que com uma pequena parte desse talento eu já estaria feliz… muito feliz…

    Beijos

    Bons Sonhos!!

  3. A grande sabedoria do improviso. E existe outra maior? eu jazzista que amo bird, coltrane e os líricos chet e stan sei bem que a sabedoria está no improviso. Mas tem um outro lado de poeta de poucas palavras admirador do concretismo de augusto de campos, da arquitetura do joão cabral e da engenharia do álvaro de campos que insiste em dizer que também é legal burilar, escrever e apagar e depois reescrever. Entre estes meus dois eus, me equilibro. Adorei passar por aqui. Voltarei.
    czá ou kiza? não importa mais. Já descobri você.
    meu blog é cabideladigital.blogspot.com
    se me honrar com uma visita continuarei seu fã. Se não, continuarei tb!
    abs
    daniel

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s