break-up poems (e poemetos de desamor)

grande idéia do  PEF

 

cobra por cobra

largo você

e fico com a sogra

 

***

Sofremos de irreversíveis

divergências amorosas:

você curte os sensíveis

e eu curto as gostosas

 

***

 

vamos ser felizes para sempre

(agora com 50% off)

 

***

 

Para esse príncipe encantado

você foi só outra perereca.

 

***

 

Nem adianta me passar xaveco

pelo pomo-de-adão

já sei que é traveco.

 

***

 

arranhões são vermelhos

hematomas são azuis

o tabefe que me deu

está inflamado e com pus.

 

***

 

andar por aí

com o peito exposto

não pode ser amor,

deve ser encosto.

 

***

o problema não é com você, é comigo

acho melhor sermos

apenas amigos

ou  outra coisa que diga

“a fila anda”

com  toda a sutileza

que a etiqueta manda.

 

***

tenho dois namorados, insisto.

um que não existe

e um que não sabe

que eu existo.

 

***

 

se não puder fazer por nós,

faça pornô.

 

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16 comentários sobre “break-up poems (e poemetos de desamor)

  1. Que delícia de poemetos, degustei libidinosamente cada um. Seu trabalho é uma prova que se pode dizer muito em pincelar de letras. O melhor foi o último, ao meu juízo. Abraços!

    Antônio Alves
    No Passeio Público
    Postagens às quartas e domingos

  2. Uhauahuahauahuahauahauahauahauhauah!

    Czá, eu preciso trabalhar. Ops, disfarçar.
    E com todas as risadas que esses poemetos me fazem soltar, não, não dá.

    Amo você. E estou com uma saudade irreversível.
    Beijo.

  3. Meninaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!!!!!!

    Você é fantástica.

    Sou sua fã escancarada.

    A facilidade com que joga amarelinha
    com as frases… é, Zazá é querida pelas
    palavras.
    Por mim tb.

    Amo!!!

    ***Estrelinhas***

  4. Rosas são vermelhas
    Azaléias são azuis
    Adorei as poesias

    Eh…acho que não sou bom nisso, ainda bem que tem gente como vc por aí…rs

    PS: depois de um tempo sumido estou de volta ao mundo virtual. Vou tentar recuperar o tempo perdido e ler os textos que deixei pra trás.

  5. Czarina

    Quinquilharias velhas no meu vestido
    São traças que seduzem-me em verso
    Versos que sangram czarinices
    Cortados ao vento de quinquilharias
    Improvisando provisões de sabedorias
    Cânticos de vitória e nostalgia
    São oferecidos a esta czarina
    Numa Rússia tropical e inflamável

    Beijos de bocas improvisadas
    Sábias noções de quinquilharias
    Despontam nas vertentes de arte
    Barroco moderno, lambendo a língua
    E mordiscando os tapetes dos palácios
    De ventos de quinquilharia,
    Fazendo poças de entendimentos
    Sabedorias de cartão-postal
    Os versos de cartas marcadas
    Imperativos e provinciais
    Deleitam-se na mocidade
    Da Czarina das Quinquilharias

    E nas escadarias frias dum equador agreste
    Fica o templo errante de quinquilharias
    Onde o céu e a terra cruzam como cães
    Grudados que são pelo ferino desejo
    Do deleite, do orgasmo, da conjunção
    Dos astros celestes de sabedoria
    Quando fincam as bandeiras
    Tortuosas, ao som dos sinos
    Silenciosos e das palavras
    Imprevisíveis do improviso desta czarina

    Suam em frações de desapego
    Meus dedos nesta triste sina
    De passar os dias e as noites
    A imaginar, triste e bucólico
    Um verso que seja
    Que valha tanto ou tão pouco
    Como a mais reles das vossas quinquilharias

    Eu cumpro sempre minhas promessas…

    Espero que você goste…

    Vou publicar no meu blog essa semana, assim que der…

    Mil beijos…

  6. Ahhhh, minha nossa! Adoreiii!
    E o melhor: Me encontrei em uns e outros. (Não, não vou contar quais ahahahaha)

    Beijooo pra escritora, redatora, publicitária, artista e afins predileta!
    Sou fã!

    Su.

  7. Realemente, excelentes todos! Fico até sem graça com minha inevitável babação…

    já tá quase na hora de nascer um irmão-temático do Lusco-Fusca, hein?! Hein hein hein?!

    hehe
    bjs queridos, amigos e saudosos
    Leandro

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