tralalá

feliz natal!

jajá posto coisa nova. até lá, tem poema no blog de sete.

oh, e de repente eu percebi que tou viciada numa música do magnetic fields. Adoro a letra, então lá vai ela junto com um incrivel (oquei, não muito) vídeo de um barbudinho dublando (ele é bastante hábil com as sobrancelhas) . Dá um medinho dele no final. enfim.

Criaturinhas de corações anacrônicos, essa é pra vocês.

I don’t want to get over you. I guess I could take
a sleeping pill
and sleep at will and not have to
go through what I go through.
I guess I should take
Prozac, right, and just smile all night at somebody new,
Somebody not too bright but sweet and kind who would
try to get you off my mind.
I could leave this agony behind
which is just what I’d do if I wanted to, but I don’t
want to get over you
cause I don’t want to get over love.
I could listen to my therapist, pretend you don’t exist
and not have to dream of what I dream of; I could listen
to all my friends and go out again and pretend it’s enough,
or I could make a career of being blue–I could dress
in black and read Camus, smoke clove cigarettes and drink
vermouth like I was 17 that would be a scream but I
don’t want to get over you.

realidade absurda: palavrinhas

E eis que M., minha amiga-personagem-principal foi ao méxico num passado recente. Vai a um restaurante e, preparada para comer algum feijonáceo cremoso percebe que não tem colher. Vai ao balcão e, toda pimpona:

– Quería una cucaracha.

O garçom  arregala os olhos, onde, cadê a danada? M., sem perder a pose:

– No, no me entendeste! Una cucaracha! Para comer! – E manda ver nos sinais levando a mão à boca. Grandes momentos da vergonha alheia. Mas funciona.

– Ah. Una cucharra! (colher)

Não sei, se fosse numa vilinha escondida eles até podiam trazer umas baratinhas fritas mesmo.

***

E a vovó de M. é uma velhinha moderna. Claro. Quer estar sempre por dentro de todas as novas gírias da rapaziada e por isso consulta sempre os netos a respeito do contexto de cada expressão. Uma das últimas foi Larica.

– Larica, vó, é aquela fome repentina que bate depois que a gente bebe ou…ahn…fuma.

Ótimo. Vovó agora aguarda a ocasião perfeita para usar a mais nova peça de seu vocabulário. Surge a ocasião. O neto está com um grupo de amigos lá pelos seus 20 anos, tomando umas cervejas. Vovó surge na porta, gloriosa:

– Vamos comer alguma coisa? De repente me bateu uma siririca…

Silêncio pétreo na salinha. ai.

Resta saber onde vovó andou ouvindo esse tipo de coisa.

 com o gui.

: D

Quando seu sorriso pode me visitar? 

tenho certeza que deixei a janela aberta

 

aquela mesma por onde saia nossas risadas

 

mas que, de repente, se fechou

 

e aí só ouvia falar de banzos e quebrantos

 

doencinhas estranhas

 

com todas aquela flores amarelas lá fora

 

quero passear

 

quero sair para onde tudo é colorido

 

saturado

 

e ficar deitado como se não ouvisse mais nada

 

nada disso

 

nada daquilo

 

quero ficar deitado ao seu lado

 

ouvindo apenas a sua voz

 

e fazendo essa saudade apertadinha no coração

 

sumir como um vento de um milhão de nós