realidade absurda – porta de balada

Era noite de um show que a banda de um rapaz do trabalho ia dar. Como de praxe, mandou-se e-mail convidando quem quisesse, puseram-se nomes na lista pra pagar mais baratinho, a coisa de sempre.

 Bem tarde, na porta, o Renato Augusto chega ao estabelecimento.

– Boa noite, tem nome na lista?

– Isso, Danilo Veccio.

– ah, sim, está aqui – a hostess risca o nome.

– vai ali com ela, fazer a comanda.

 – Oi, qual seu nome?

– Renato Augusto.

-…

– …

– Você acabou de falar ali que era Danilo!

– erm…

– Qual o seu nome de verdade?

– Renato augusto…

 Ela pega a lista.

– Pô! Seu nome tá aqui também? Pra quê você ia entrar com o nome de outro cara?

– Bom, eu queria é que o desgraçado não entrasse…

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 Falando em estratagemas para economizar na hora de entrar na balada, uma vez o Sartori descobriu chegando na boate que quem tivesse carteirinha pagava só a metade. O rapaz em questão já não é estudante há uns bons 2 anos mas tem, digamos assim, um amor saudável pelo próprio dinheiro.

 Ele tinha perdido o cartão de crédito poucas semanas antes e estava usando um provisório, listradinho com o nome e o logotipo do Itaú. A falta completa de superego do cidadão falou mais alto. Sacou o provisório e apresentou à recepcionista.

– Essa aqui é sua carteirinha de estudante?

– Isso, sou calouro, essa é a provisória, por isso não tem foto…

– Nas Faculdades Itaú?

– É, é nova, fica lá em Moema.

-…

 E ele entrou. Viu? E tem gente que ainda se dá ao trabalho de falsificar carteirinha.  Bando de amadores…