Rufem os tambores!

É com grande prazer que, após muito tempo de absinência, eu anúncio a quinta edição do Zine Absinto!

Agora mais bonito, mais firuloso, mais demorado entre edições, e com  micro oligoblastos que lavam mais branco, previnem odores desagradáveis, não engordam e deixam suas pernas lisinhas! Ou não.

Enfim, clique aqui para baixar o absinto

(você quer, eu sei que você quer. vamos lá, não resista.)

ou leia as edições anteriores aqui.

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curtelhas mau-humoradas

 essa ilustra é daqui: http://www.abeautifulrevolution.com/blog/

happy_people.jpg

Vixe-maria-nossa-senhora

tem coisa que se estragar,

melhora.

***

e eu me encontro em tal estado

que se me dizem eu te amo

eu corro proutro lado

***

pedras não passam de grãos de areia

com um péssimo senso de proporção.

***

– Sinto muito, aqui o traje obrigatório é black-tie.

mandei pentear macacos.

gente esfarrapada não dá a mínima pra etiqueta.

***

suicídio homeopático

O que não mata, engorda.

E, infelizmente, eu estou de regime.

suando camisetas na madrugada

Nas prateleiras reviradas

xaropes, pílulas, colírios,

tudo o mais que se prescreve

pra exterminar calafrios

os suores e delírios

as memórias recalcadas

os refluxos de quem escreve

sobretudo cobertores

agasalhos e golas

pêlo de lebre

pr’embalar o frio de quem ficou

brasa e outra sob a pele

Saudável saudade

d’amores breves

calor de recaída,

de leve, de fogo que inda não apagou

os sonhos mais negros da neve

pretensões das velhas feridas

dessa febre que passou.

 

nome do poema e verso final descaradamente roubados respectivamente do nome e link para o blog antigo do nelson 

Aí preibói! perdeu, mano!